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Cooperativa Popular de Moreira

Situada no antigo lugar do Cedro, atualmente na Rua Dr. Farinhote, a Cooperativa Popular de Moreira é um importante testemunho da história social, associativa e arquitetónica da Maia.

A primeira pedra do edifício foi lançada a 1 de maio de 1925, precisamente no Dia do Trabalhador, e a construção ficou concluída cerca de um ano depois. O projeto nasceu como Casa do Povo de Moreira da Maia, da autoria do arquiteto António Correia da Silva (1880–1963), tendo a obra de cantaria sido executada pela Cooperativa dos Operários Pedreiros Portuenses.

Na fachada principal encontrava-se originalmente um busto de Karl Marx, da autoria do escultor Henrique Moreira (1890–1979). A peça foi posteriormente retirada e encontra-se hoje preservada na Câmara Municipal da Maia. Décadas mais tarde, em 1963, uma pedra encontrada nos jardins da cooperativa viria a revelar-se como parte da antiga estátua de Marx, numa descoberta que reforça o carácter singular da história deste espaço.

Em 1933, a instituição adotou a designação de Cooperativa Popular de Moreira da Maia, mantendo ao longo do tempo uma forte ligação ao movimento cooperativo e à comunidade local.

A construção da linha de caminho de ferro entre o Porto e a Póvoa, inaugurada em 1875, contribuiu para aproximar Moreira da Maia do Porto e para transformar esta área num importante espaço residencial dos trabalhadores que diariamente se deslocavam para a cidade. Neste contexto, a Cooperativa assumiu um papel relevante na vida comunitária e associativa local.

Do ponto de vista arquitetónico, o edifício apresenta elementos associados à linguagem de António Correia da Silva, incluindo uma ampliação posterior e alterações na entrada, mantendo ainda hoje características que testemunham a evolução do edifício ao longo do século XX.

Ao longo das décadas, a Cooperativa consolidou-se como uma instituição de referência na comunidade. Em 1978, após o falecimento de Fernanda Sobral, os cooperantes Fernando e José doaram o edifício à Câmara Municipal da Maia. Já no final da década de 1990, o Município adquiriu a totalidade do imóvel.

Com uma história marcada pelo cooperativismo, pela cultura operária e pela memória coletiva de Moreira da Maia, este edifício constitui um património que merece ser preservado e valorizado.

Morada

Rua Dr. Farinhote, Moreira da Maia

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