O Festival Internacional do Órgão e da Música Sacra tem como objetivo promover a riqueza cultural e histórica do órgão de tubos e da música sacra, proporcionando concertos de elevada qualidade artística em espaços de grande significado religioso e arquitetónico. O FIOMS mantém-se fiel à sua missão de incentivar o despertar de novos talentos através da criação e implementação de uma proposta de oferta cultural para a região que seja regular, bem articulada e sustentável.
Segunda temporada do festival traz quatro concertos ao município já a partir deste sábado, 17 de janeiro
Entre 17 de janeiro e 8 de fevereiro, o Festival Internacional do Órgão e da Música Sacra (FIOMS) regressa à Maia para a sua segunda temporada, levando a música sacra a igrejas e espaços de valor histórico do município. Com quatro concertos, o festival reafirma a centralidade do órgão de tubos enquanto instrumento de expressão artística e patrimonial. O concerto de 23 de janeiro assume-se como o momento central desta edição, com a presença de Olivier Latry, organista titular da Catedral de Notre-Dame de Paris e uma das mais destacadas referências mundiais do instrumento.
A programação tem início a 17 de janeiro, na Igreja Paroquial de Gueifães, com Brilho e Glória - Música para metais e órgão, de Gabrieli a Handel. A 23 de janeiro, na Igreja de Nossa Senhora da Maia, realiza-se Back do Bach, interpretado por Olivier Latry, organista titular da Notre-Dame de Paris, num dos concertos centrais desta segunda temporada.
Considerado o mais reconhecido organista vivo da atualidade, Olivier Latry é organista titular da Catedral de Notre-Dame de Paris, cargo para o qual foi nomeado aos 23 anos. Afirma-se como um dos principais embaixadores mundiais do órgão de tubos, tendo atuado nas mais prestigiadas salas internacionais, colaborado com grandes orquestras e maestros de renome, gravado para as principais editoras discográficas e estreado um vasto número de obras contemporâneas. Ainda muito jovem, integrou o ciclo inaugural de concertos da Igreja da Lapa, que decorreu em 1995. Reconhecido também como um improvisador de exceção, soma ao longo da sua carreira múltiplos prémios e distinções internacionais.
O ciclo de concertos continua a 31 de janeiro, na Igreja Paroquial de Milheirós, com Órgão e saxofones em diálogo — de Saint-Saëns a Rachmaninoff, e termina a 8 de fevereiro, no Mosteiro de Moreira, com “A inesgotável riqueza da música sacra alemã do século XVII”.
Depois de uma primeira temporada marcada pela presença de mais de cinco mil espectadores, o FIOMS reafirma-se como um projeto cultural de referência no Norte de Portugal, combinando intérpretes nacionais e internacionais, repertórios variados e espaços patrimoniais únicos.
Recorde-se que na 5.ª edição o festival alargou a sua presença territorial a seis municípios do Grande Porto e da região Norte, nomeadamente Porto, Maia, Valongo, Oliveira de Azeméis, Arouca e Paços de Ferreira, com um programa diversificado que apresenta mais de 30 concertos entrada livre, além de uma masterclass internacional e uma conferência.