Exposição de Aguarela e Tinta da Índia - “Casas Singelas”
O Maia Welcome Center recebe a Exposição de Aguarela e Tinta da Índia “Casas Singelas”, de Carlos Mendes, nascido em Águas Santas, pintor autodidata, com participação em várias exposições coletivas e individuais.
CARLOS MENDES
"No universo do património antigo edificado, nomeadamente, o funcional, pretende-se destacar as casas antigas, como parte integrante da história de um povo, de um viver antigo, muitas vezes edificadas em granito, pintadas de cores vibrantes ou simplesmente de branco, com o revestimento das paredes a gritar por obras urgentes.
Telhados com travejamento em madeira, com telha tradicional francesa, remendados com chapas de zinco carcomidas e enferrujadas, desalinhados, a cair, com silvas a reclamar o espaço e a erguerem-se por entre janelas partida e muros derrubados, paredes esverdeadas, cobertas de musgos e fetos.
Cenário muito comum cujas caraterísticas fazem sobressair a beleza e chamam à atenção para uma realidade dura de uma geração esforçada que os tempos modernos fazem esquecer.
Estas casas fazem parte de um património em regressão que se vai perdendo para o ‘progresso’, substituído por blocos de apartamentos ou por habitações em bloco e tijolo, fruto da agregação de pessoas junto dos centros urbanos, pressionadas pela redução de custos, otimização de custos e espaços. A destruição destas casas antigas pode significar a perda de património histórico e cultural, além de afetar o tecido social e comunitário da região. É importante que se procure soluções que minimizem os efeitos negativos sobre as comunidades locais.
A preservação e manutenção de casas antigas podem trazer vários benefícios para a comunidade local.
Estas casas singelas, carregam histórias e tradições importantes sobre a comunidade local e seu passado. Ao preservá-las, estamos a preservar a memória coletiva da cidade e sua cultura, que pode ser transmitida às gerações futuras, ajudando a fortalecer a identidade da comunidade, permitindo que os residentes se sintam conectados com sua história e sua cultura, contribuindo assim para a criação de um sentido de pertença e de coesão social mais forte.
A preservação de casas antigas pode contribuir para o desenvolvimento económico da comunidade local, ao incentivar o turismo cultural e histórico.
As casas antigas podem ser transformadas em museus, galerias de arte, lojas ou outros espaços que atraiam visitantes e gerem empregos e rendimentos para a região.
A sua recuperação pode promover a sustentabilidade urbana, ao reduzir a necessidade de construir novos edifícios e preservar o património construído da cidade. Além disso, as casas antigas podem ser renovadas e modernizadas para melhorar sua eficiência energética e reduzir seu impacto ambiental.
Ao permitir que as pessoas continuem a viver nas suas casas e bairros tradicionais, ajudamos a manter o tecido social da comunidade local, o que pode contribuir para a criação de comunidades mais coesas e vibrantes, com uma mistura de residentes de diferentes idades, origens e rendimentos.
Conservar a memória das habitações antigas a das suas estruturas em pedra, a maioria em estado abandono e de degradação, constitui por si só, motivo suficiente para uma exposição ao que se alia o facto de serem esteticamente muito bonitas de representar em pintura.
Trata-se de uma exposição que pretende sensibilizar as gerações mais novas sobre as condições de vida duras dos seus avós e sobre uma dura realidade que ainda perdura até hoje.
Ao mesmo tempo mostrar a beleza deste património, que na sua maioria se vai perder para sempre..."
Inauguração dia 3 de junho, às 15h00
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"No universo do património antigo edificado, nomeadamente, o funcional, pretende-se destacar as casas antigas, como parte integrante da história de um povo, de um viver antigo, muitas vezes edificadas em granito, pintadas de cores vibrantes ou simplesmente de branco, com o revestimento das paredes a gritar por obras urgentes.
Telhados com travejamento em madeira, com telha tradicional francesa, remendados com chapas de zinco carcomidas e enferrujadas, desalinhados, a cair, com silvas a reclamar o espaço e a erguerem-se por entre janelas partida e muros derrubados, paredes esverdeadas, cobertas de musgos e fetos.
Cenário muito comum cujas caraterísticas fazem sobressair a beleza e chamam à atenção para uma realidade dura de uma geração esforçada que os tempos modernos fazem esquecer.
Estas casas fazem parte de um património em regressão que se vai perdendo para o ‘progresso’, substituído por blocos de apartamentos ou por habitações em bloco e tijolo, fruto da agregação de pessoas junto dos centros urbanos, pressionadas pela redução de custos, otimização de custos e espaços. A destruição destas casas antigas pode significar a perda de património histórico e cultural, além de afetar o tecido social e comunitário da região. É importante que se procure soluções que minimizem os efeitos negativos sobre as comunidades locais.
A preservação e manutenção de casas antigas podem trazer vários benefícios para a comunidade local.
Estas casas singelas, carregam histórias e tradições importantes sobre a comunidade local e seu passado. Ao preservá-las, estamos a preservar a memória coletiva da cidade e sua cultura, que pode ser transmitida às gerações futuras, ajudando a fortalecer a identidade da comunidade, permitindo que os residentes se sintam conectados com sua história e sua cultura, contribuindo assim para a criação de um sentido de pertença e de coesão social mais forte.
A preservação de casas antigas pode contribuir para o desenvolvimento económico da comunidade local, ao incentivar o turismo cultural e histórico.
As casas antigas podem ser transformadas em museus, galerias de arte, lojas ou outros espaços que atraiam visitantes e gerem empregos e rendimentos para a região.
A sua recuperação pode promover a sustentabilidade urbana, ao reduzir a necessidade de construir novos edifícios e preservar o património construído da cidade. Além disso, as casas antigas podem ser renovadas e modernizadas para melhorar sua eficiência energética e reduzir seu impacto ambiental.
Ao permitir que as pessoas continuem a viver nas suas casas e bairros tradicionais, ajudamos a manter o tecido social da comunidade local, o que pode contribuir para a criação de comunidades mais coesas e vibrantes, com uma mistura de residentes de diferentes idades, origens e rendimentos.
Conservar a memória das habitações antigas a das suas estruturas em pedra, a maioria em estado abandono e de degradação, constitui por si só, motivo suficiente para uma exposição ao que se alia o facto de serem esteticamente muito bonitas de representar em pintura.
Trata-se de uma exposição que pretende sensibilizar as gerações mais novas sobre as condições de vida duras dos seus avós e sobre uma dura realidade que ainda perdura até hoje.
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